Comentários

Veja aqui alguns comentários sobre o evento:


Abaixo link da entrevista da psicanalista francesa Elisabeth Roudinesco, dada à Folha de São Paulo em matéria com o tema:"Se a internet é uma droga, é melhor que antidepressivo":

http://m.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/04/1766120-se-a-internet-e-uma-droga-e-melhor-que-antidepressivo-diz-psicanalista.shtml

IV ENCONTRO BIENAL DE PSICANÁLISE E CULTURA - SBPRP

“PSICANÁLISE E TECNOLOGIA. DIÁLOGOS POSSÍVEIS ”



Estamos em plena era tecnológica. Os botões, fios, entradas USB, carregadores, jogos virtuais, touchscreen, WhatsApp, Facebook e tantos outros APPs e recursos que surgem a cada semana, vieram e instalaram-se em nossas vidas como alimentos do dia-a-dia. No momento em que o mundo parece caminhar para um novo paradigma de relações, como nos posicionarmos? Como a Psicanálise se insere, participa e apreende os rumos da humanidade em sua presente experiência de resvalar o sentido das coisas, de tangenciar o contato, de tornar descartável e ligeiras as relações? A tecnologia alcançou tamanho poder em nosso tempo que quase podemos pensar que nos comanda... Celulares, computadores, Skype, redes sociais, tablets... em uma velocidade alucinante o mundo se transforma: seguir as mudanças é inevitável? Para onde iremos? Qual a dimensão que se estabelecerá na mente, no futuro??? O tempo/espaço sofre intensas e rápidas transformações: de configuração necessária para se estabelecer o campo da formação e desenvolvimento da mente humana parece deslocar-se para a linha etérea que propõe o “quase nada”; quando se viu, já foi !!!

Por outro lado, a tecnologia aproxima, permite reaver o tempo passado em forma de emoções novas e esperançosas. Torna-se entretenimento e fonte de motivação para situações extremas de solidão e desamparo: o amigo virtual de qualquer momento! O conhecimento se expande e se torna acessível. O mundo adquire uma nova e chocante dimensão! O desenvolvimento, as descobertas e avanços na área das ciências, artes e humanidades é inquestionável.

A mão dupla da tecnologia é um fato: acrescenta e desconstrói.

A Psicanálise, como partícipe/ construtora da Cultura e da vida Social, não pode ignorar o momento atual. Está mais do que na hora de discutirmos nossa atualidade virtual e os caminhos possíveis para a continuidade do caminhar humano.

Assim, a TECNOLOGIA, em todos os seus aspectos, foi o tema escolhido para a próxima IV Bienal de Psicanálise e Cultura, em 2016!

Convidamos a todos os interessados a estarem conosco nestes momentos de aprofundamento e exploração das vicissitudes da relação HOMEM-TECNOLOGIA. Novos e antigos participantes, profissionais, estudantes, artistas e pensadores, todos aqueles que, a sua maneira, têm buscado compreensão para esta intrigante passagem nossa pela Vida!

Mesas redondas, plenárias, cursos e bate-papos informais estão sendo preparados com o cuidado e seriedade que já são tradicionais  os eventos promovidos pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto. Será um prazer recebê-lo!

Um grande abraço a todos,

Diretoria da SBPRP

Teste!



Comentários sobre a IV Bienal Psicanálise e Cultura

Psicanálise e Tecnologia: Diálogos Possíveis

A Bienal/2016 “Psicanálise e Tecnologia: diálogos possíveis” lançará um olhar reflexivo ao mundo tecnológico, aos ambientes digitais, nos quais estamos inseridos. Pelas incomensuráveis possibilidades de informação e comunicação que a tecnologia nos proporciona, e pelo impacto que isto nos provoca, nos sentimos estimulados a desenvolver fecundos diálogos entre as múltiplas áreas do conhecimento. Por isso, profissionais de reconhecida competência da Psicanálise, Filosofia, Sociologia, Comunicação, Tecnologia, Educação, Literatura, Fotografia, Artes Plásticas e Teatro, estarão interagindo conosco, em processo de participação e integração de ideias, caracterizando, deste modo, o próprio sentido de interdependência e multidisciplinaridade do mundo contemporâneo. O Prof. Dr. Norval Baitello Junior, grande pensador da área da comunicação, estará abrindo estes diálogos tratando dos “Ambientes digitais e imagens”, completando com a sempre inquietante questão “presença ou abstração?”

A palavra cibernética , do grego, “Kybernetes”, governador, veio a público há aproximadamente oitenta anos (1948), ao se inaugurar a ciência da comunicação. A descoberta do processo de automação pelo físico austríaco Norbert Wiener e colaboradores do MIT( Massachusetts Institute of Technology) demonstrou a supressão da barreira entre o cérebro humano e a máquina. O evento da Bienal oferecer-nos-á, por meio de reflexões filosóficas, as implicações éticas da automação que, ao substituir o cérebro humano, foi portadora das grandes transformações pela quais a humanidade atravessa, afetando substancialmente os valores da sociedade, com implicações sociais, culturais, políticas e econômicas. A eminente filósofa Prof. Dra. Aléxia Bretas, na conferência “Pensamento e ética na contemporaneidade: perspectivas do humano no limiar entre o animal e a máquina” colocará em pauta a grande questão de “os múltiplos significados de uma virtual dissolução entre as fronteiras que separam o humano, o animal e a máquina”.

A intensidade de informações da era tecnológica exige uma reorganização dos sentidos, da noção de tempo, do conhecimento e memória, no nível individual e coletivo.  Como consequência, o ensino e a aprendizagem pedem novas trajetórias, nas quais a participação humana e o uso das ferramentas precisam ser continuamente repensados.  A Bienal abrirá este espaço de reflexão a todos os interessados na experiência do aprender e do conhecer, ampliando estas questões desde o âmbito da educação à psicanálise. O consagrado Prof. Dr. José Armando Valente, da área de tecnologia, comunicação e educação digital e a experiente psicanalista Dra. Jassanan Amoroso Dias Pastore desenvolverão este instigante tema a partir de suas especialidades em “O aprender com a experiência: repensando as funções do homem e das ferramentas”. 

A rapidez de informações exigida pelo mundo contemporâneo afeta diretamente a função da memória e da linguagem verbal. Assim, buscaremos ampliar nossas reflexões sobre a linguagem, especialmente, na medida em que a narrativa, que pressupõe o tempo passado, presente e futuro vem se transfigurando em linguagem cifrada, ao atender o presente imediato. O genial escritor Marcelino Freire, com suas inusitadas e criativas produções literárias, e a sensível psicanalista Dra. Vera Lucia Colussi Lamanno Adamo que abordará “o trabalho de construção da palavra viva”,  desenvolverão, juntos, o importante tema: “Linguagem e narrativa em tempos de WhatsApp”

Freud, ao redescobrir Édipo, na tragédia de Sófocles, toma este mito como base da organização e desenvolvimento da vida mental e social.  Entretanto, a realidade da aceleração tecnológica afeta a dimensão psíquica e relacional. Entre uma invenção e outra, o sujeito é pressionado incessantemente, sem tempo de elaboração e maturação para, no curso de seu desenvolvimento, poder recriar-se. Dr. Julio Cesar Conte, psicanalista e experiente teatrólogo, em seu curso “Ampliações do Mito de Édipo”, considerando que “o sujeito somente se inventa na sua particular subjetividade enquanto obra de arte”, trabalhará na “decomposição das múltiplas estruturas narrativas que envolvem o referido mito”, estendendo estas reflexões da clínica à estética.

Na Bienal estaremos expandindo os questionamentos sobre as relações humanas na era tecnológica, com o tema: “Na rede, novas configurações das relações humanas”. Com estes novos feitios de relações e na medida em que a era tecnológica, ao favorecer informações, coloca uma tarefa moral ao homem, a de estar cada vez mais consciente de suas escolhas, a psicanalista Elsa Vera Post Susemihl estará presente nesta mesa apresentando e refletindo sobre estas novas relações, as transformações pessoais e sociais decorrentes disto e suas implicações. O Prof. Dr. Geraldo Romanelli, antropólogo, dará um enfoque especial às mudanças na vida familiar, através da influência das diferentes mídias usadas nos processos de escolarização dos filhos.

A psicanálise vem acolhendo o uso das ferramentas digitais, as quais já se fazem presente na clínica contemporânea.  Na Bienal, a consagrada psicanalista Dra. Anette Blaya Luz, tratará do tema “Ambientes digitais e imagens, presença ou abstração?” apresentando sua rica experiência neste campo, mostrando a repercussão da tecnologia nas relações humanas, especialmente na relação analítica, em que “as mídias digitais já estão incluídas no processo de subjetivação do indivíduo”.
 
Na Bienal, além das palestras e conferência, abriremos um “Espaço Compartilhado”, no qual o público terá a oportunidade de uma conversa informal com os psicanalistas, apresentando a eles suas dúvidas, inquietações e também experiências que vem sendo realizadas na clínica, com o uso de ferramentas do mundo digital, nas quais uma das prementes indagações é sobre o uso da tecnologia neste campo de trabalho.

A tecnologia impacta, pressiona e direciona o destino da humanidade. Conscientizar-se deste processo é indispensável. A Bienal se propõe a repensar a trajetória vivida pela humanidade, levantar questões atuais e indagar sobre os movimentos futuros, especialmente no âmbito do pensamento e da cultura. Nesta perspectiva, a mídia virtual estará em cena nestes debates, na medida em que pressiona e influencia o modo de pensar na arte, na cultura, na publicidade e, também, na psicanálise. Este tema será tratado pelo teatrólogo e psicanalista Dr. Julio Cesar Conte e pelo respeitado filósofo Prof. Dr. Reinaldo Furlan, na palestra “Cultura no ambiente tecnológico”.  Com este tema, Prof. Furlan tratará da instigante questão da “barbárie dos tempos modernos e o desmoronamento da cultura”. 

Num dos cursos da Bienal, “A experiência do tempo à luz da fotografia contemporânea” teremos uma oportunidade inusitada: o artista Feco Hamburger convidará o “público a explorar de maneira interativa, as relações entre memória e desejo, a partir da investigação do retrato fotográfico”. Sua proposta é “fazer do encontro uma espécie de laboratório disparador de conexões temporais”. Em sua palestra  “Tecnologia em cena; destinos da estética” discutirá o uso da tecnologia, no caso, o aparato fotográfico, “enquanto mediador e provocador de experiências”.

Na palestra “Tecnologia em cena: destinos da estética”, o Prof. Dr. Marco Garaude Giannotti, artista/pintor, indagará sobre o “estatuto da imagem no mundo contemporâneo”.  Propõe que “com o advento das novas tecnologias a maneira de se ver o mundo se transforma por completo. O produtor de imagens se confunde cada vez mais com seu consumidor, visto que atualmente qualquer um pode criar, divulgar, reproduzir automaticamente uma fotografia a partir do smartphone”. Nesta perspectiva, durante sua exposição, ele questionará: “Qual o papel do artista contemporâneo neste cenário?”

        Maria Aparecida Sidericoudes Polacchini
Coordenadora da Comissão Científica da IV Bienal

A Bienal segue uma tradição da Psicanálise, a de dialogar com a Cultura. Para a IV Bienal a Psicanálise escolheu como interlocutora a Tecnologia, pelo que esta, de modo tão vigoroso, vem modificando as relações humanas. Contemplando a possibilidade de uma reflexão mais ampla e profunda sobre o homem e a Cultura na contemporaneidade, outras disciplinas foram convidadas a participar deste evento, dialogando entre si e em conjunto. Assim, contaremos também com o olhar da Filosofia, da Comunicação, das Ciências Sociais, da Antropologia, da Educação, da Literatura e das Artes. Nestas, a dramaturgia, a fotografia e as artes plásticas contribuirão para alargar o pensamento reflexivo na direção da estética.

A questão central desta Bienal é o homem inserido na cultura tecnológica, o indivíduo, sua subjetividade, suas relações afetivas, familiares, sociais, de trabalho, de aprendizagem, e especialmente as relações terapêuticas, à medida que os instrumentos tecnológicos entraram de maneira tão decisiva na vida humana, alterando substancialmente o modus vivendi. Cada palestra do evento tratará deste tema por um vértice específico. Assim, pretendemos chegar ao final destes encontros senão com respostas à condição do indivíduo na atualidade, mas com uma maior consciência do viver.

É impensável a vida de relação, hoje, sem o mundo digital. Entretanto,  seguindo o objeto de estudo da Psicanálise, que é o indivíduo, suas inquietações e suas realizações, abrimos, com esta Bienal, um espaço imprescindível para se refletir sobre o viver neste mundo virtual, no intuito de se buscar uma configuração mais clara tanto do trágico quanto do criativo, nesta nova era. A Psicanálise e outras disciplinas que se dedicam ao estudo do homem abrirão direções de pensamento a nortear nossos questionamentos, tanto sobre o "mal-estar” do homem quanto sobre suas esperanças.

A Psicanálise compreende a necessidade de se pensar a vida psíquica em todas as épocas. Paira sobre nós a responsabilidade de fazê-lo neste momento de tantas transformações vividas pelo ser humano, como consequência de suas próprias descobertas tecnológicas. Toda descoberta da humanidade exige do sujeito uma recriação de si mesmo, pois parâmetros modificados não comportam antigas respostas. Assim, nos reuniremos nesta Bienal para indagarmos sobre as potencialidades e os limites humanos de se recriar na medida em que as mudanças continuamente propostas convocam o ser humano a esta tarefa.

APRESENTAÇÃO:
A Academia Livre de Música e Artes – ALMA é uma associação privada sem fins lucrativos, de Ribeirão Preto/SP, Brasil, criada em agosto de 2014, no intuito de proporcionar a crianças e adolescentes iniciados em artes, especialmente em música, a possibilidade de aperfeiçoamento técnico, artístico e expressivo (considerados num todo indissociável), com vistas na valorização de um ensino de excelência que leva em conta, necessariamente, a essência multifacetária da música, principalmente na relação desta com as outras expressões artísticas.

O próprio nome do projeto denota suas pretensões: "academia”, pois visa o ensino organizado e com uma epistemologia definida; "livre", pois não é conservador, é plural, o que não entra, na concepção educacional adotada, em conflito com a ideia de academia. E "de música e artes", pois se reconhece a natureza líquida da música, que dentre as artes, é a que melhor se associa às outras expressões artísticas, tais como o teatro, a pintura a dança e a poesia.

Embora uma escola de música, as outras artes vêm no amparo da criação de espetáculos de conteúdo variado, especialmente abrangentes, como óperas, mini-óperas, operetas e outros gêneros modernos de musicais. A ALMA conta, para realização de suas pretensões, com compositores e arranjadores residentes que garantem uma produção artístico-pedagógica conectada com o mundo hodierno.

Assim sendo, o papel da ALMA se consubstancia numa polivalência necessária para o cumprimento de suas vocações: enquanto escola de música e artes, coloca-se como um meio para que crianças e adolescentes de quaisquer origens sociais possam, uma vez iniciados e com bases artísticas fundamentadas, se aperfeiçoarem no sentido do acesso às melhores universidades e orquestras/coros nacionais ou internacionais. Neste sentido, a Academia tem a função de preencher uma lacuna estrutural visível e nunca preenchida, tanto em âmbito local quanto regional (quase poderíamos dizer que o problema é nacional também). Pensada assim, ela é ummeio.

No entanto, sua polivalência se mostra quando, a partir da própria filosofia da educação musical adotada como base de seu plano pedagógico, a produção artística de alto nível também é um fim, cujo objetivo só é alcançado a partir da existência de corpos estáveis. Isso garante que a ALMA tenha uma única finalidade, malgrado os muitos caminhos para atingi-los: a experiência artística total, em sua multiplicidade e diversidade. Por isso, a valorização da criação original de pequenas óperas: a experiência com a theoria,praxis e poiesis é radical, e o trabalho de todos os alunos convergem.

Em sua segunda etapa, iniciada em 2015, as outras artes entraram em cena para o cumprimento do objetivo final, justamente a experiência artística mais completa, onde a dança, o desenho de figurino e cenário, as artes da interpretação e da dramaturgia podem complementar a experiência no sentido de produções de grande porte, com o uso concomitante dos principais corpos estáveis, cuja completude artística proporcionará, sem dúvida, vivências artísticas indeléveis aos alunos e aos espectadores.  

CORPOS ESTÁVEIS:
1) Orquestra Acadêmica Jovem
A Orquestra Acadêmica Jovem foi, desde a formação do plano artístico e pedagógico inicial, uma peça considerada fundamental para o funcionamento da ALMA. Assim sendo, a jovem orquestra foi concebida como um espaço de trocas sociais e artísticas, para onde poderiam confluir todo o ensino das aulas individuais de instrumento, proporcionando aos alunos a possibilidade de interagir com suas artes individuais em um espaço coletivo de produção artística.

Os ensaios da orquestra são pensados como aulas de música, onde não só o regente, mas os professores participam de forma programada. No intuito de elevar o nível técnico dos alunos às suas máximas potencialidades, é comum que os professores toquem juntamente com os alunos, transformando a experiência artística em algo ainda mais produtivo.

A orquestra possui uma estrutura onde a o corpo de professores e regentes formam uma espécie de comissão artístico-pedagógica, sempre em diálogo com um diretor artístico independente. Assim sendo, todas as decisões passam pelo crivo de uma análise realizada individualmente com cada aluno da ALMA.

Todo o repertório é primeiramente praticado nas aulas individuais, passando depois aos ensaios de naipe, e culminando com os ensaios de orquestra; estas aulas-ensaio são a melhor oportunidade de interação artístico-social, onde a oportunidade de se transmitirem valores que localizam o papel do artista na sociedade podem vir à tona, sendo a orquestra, neste caso, uma metáfora muito abrangente da vida real.

2) ALMA Cello Ensemble (Orquestra de Violoncellos)
O Alma Cello Ensemble surgiu como um dos grupos fixos da ALMA. Logo que os testes para as vagas de violoncello foram realizados em agosto de 2014, verificou-se que a surpreendente quantidade de candidatos de bom nível técnico poderia proporcionar a formação de um ensemble, idealizado pelo professor de violoncello residente da academia. O grupo de câmara passou rapidamente a ser capaz de organizar concertos, encomendar obras originais e cumprir a missão da divulgação do repertório brasileiro de concerto. O ensemble é formado por 12 jovens violoncelistas, entre 12 e 20 anos de idade, pertencentes a academia.

3) Coro Jovem Acadêmico
De todas as tradições de ensino de música no Brasil a mais duradora e presente é a prática de ensino coral. O projeto do canto orfeônico do compositor Heitor Villa-Lobos nos anos do governo de Getúlio Vargas previa, entre inúmeras outras coisas, que o canto coral, por ser a mais democrática e menos onerosa prática musical – não é preciso comprar um instrumento, basta ter a voz – deveria ser obrigatória em todas as escolas e para todas as faixas etárias no Brasil. Apesar do projeto ter acabado há muitos anos, a prática coral é uma constante ainda hoje. São inúmeros coros amadores, escolares, profissionais ou institucionais.

Inserido nesse espírito, o Coro Acadêmico ALMA é o único corpo estável aberto para todos os alunos matriculados em todos os instrumentos na academia. A outra parte dos alunos do coro é composta por aqueles que, mesmo não tendo passado nos testes para instrumento, demonstraram aptidão para o canto, e foram convidados pelas bancas avaliadoras para fazer parte do coro como forma de aperfeiçoar as suas habilidades e, quem sabe, tentar posteriormente uma vaga nos instrumentos.

Nem por isso, o coro é de menor excelência; as 21 vozes infanto-juvenis já executaram peças renascentistas, composições originais do século XXI, participaram de minióperas, além de terem se dedicado à difusão da música para coro infanto-juvenil popular brasileira.

4) Mais recentemente, foram criadas as orquestras de câmara de contrabaixo acústico e de instrumentos de sopro. Mas ainda estão em fase de amadurecimento da proposta, o que requer mais alguns meses para o entendimento da proposta.

EQUIPE GESTORA:
Dulce Neves – Coordenadora geral
Lucas Galon – Coordenador artístico-pedagógico
Luciana Rodrigues – Coordenadora administrativa
Letícia Adriazola – Assistente de coordenação
Meire Teixeira – Assistente de coordenação
Guilherme Gusmão Martins Rosa – Inspetor

PROFESSORES:
ensino da música se dá por meio de aulas individuais com mestres cuja formação e atuação artístico-pedagógica é reconhecida, tanto no ensino do instrumento/canto quanto nas disciplinas teóricas.

Violino – Ricardo Palmezano / Sara Cesca
Violino (apoio) – Reginaldo Nascimento / Guilherme de Carvalho Pereira
Viola – Guilherme de Carvalho Pereira
Violoncello – Ladson Bruno Mendes
Contrabaixo acústico – Danilo Paziani
Contrabaixo acústico e Violoncello (apoio) – Lincoln Reuel Mendes
Flauta – Sergio Cerri
Clarinete – Igor Picchi Toledo
Canto – Snizhana Drahan
Coral e apreciação musical – Lucas Galon
Prática de orquestra – Reginaldo Nascimento
Assistente de prática de orquestra – Lincoln Reuel Mendes
Teoria musical – Armando Fernandes Bugalho Filho
Piano – Gladys Pádua
Percussão - Luiz Fernando Teixeira Junior

ensino das artes dramáticas sustenta-se na perspectiva de que o exercício da interpretação éuma necessidade humana fundamental, requerendo rigor e constância no aprimoramento artístico. As aulas são coletivas e voltadas para adolescentes entre 13 e 18 anos.

Coordenador do núcleo de artes dramáticas: José Maurício Cagno
Professor de artes dramáticas: Joubert Oliveira

ensino de dança está circunscrito, neste primeiro momento, ao segmento das danças urbanasem seus múltiplos estilos, de forma a construir possibilidades de intersecção deste segmento com as outras manifestações artísticas da academia.
  
Coordenador e professor do núcleo de dança: Alexandre Miranda de oliveira (Snoop)

CONQUISTAS:
Desde sua criação em agosto de 2014, até a presente data:

·         02/12/14 – Realização do Concerto ALMA de Natal, com participação do oboísta italiano Arnaldo De Felice, em conjunto com a Orquestra Acadêmica Jovem, o ALMA Cello Ensemble e o Coro Jovem Acadêmico, no Theatro Pedro II, de Ribeirão Preto/SP, Brasil.
·         03/12/14 – Realização do Concerto ALMA de Natal, com participação do oboísta italiano Arnaldo De Felice, em conjunto com a Orquestra Acadêmica Jovem, o ALMA Cello Ensemble e o Coro Jovem Acadêmico, na Igreja Matriz, de São Joaquim da Barra/SP, Brasil.  
·         21/12/14 – Realização da Opereta Popular de Natal (composição de Lucas Galon e libreto de Luiz Frazon), com participação da Orquestra Acadêmica Jovem e do Coro Jovem Acadêmico,em parceria com os alunos do Coro da Instituição Aparecido Savegnago, no Theatro Pedro II, de Ribeirão Preto/SP, Brasil.
·         16 a 23/02/15: Professores e membros da equipe gestora participaram da 4a. edição do Fiato Al Brasile, em Faenza, Itália, para formalização de convênio artístico-pedagógico com a Escola de Música Giuseppe Sarti.
·         10/06/13: Realização de Concerto entre Orquestra Acadêmica Jovem e USP Filarmônica para formalização do convênio artístico-pedagógico, com o Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e letras de Ribeirão Preto – FFCLRP/USP, no Theatro Pedro II, de Ribeirão Preto/SP, Brasil.
·         03/07/15: Realização do Concerto Beatles go Baroque, composto por Peter Breiner, com a Orquestra Acadêmica Jovem, tendo 4 professores como solistas, no Theatro Pedro II, de Ribeirão Preto/SP, Brasil.
·         08/10/15: Realização do Concerto Alma de Johann Sebastian Bach, tendo como convidado especial o pianista João Paulo Casarotti e a cantora Briannica Thompson (USA), no Theatro Pedro II, de Ribeirão Preto/SP, Brasil.
·         19/11/15: Realização do Concerto A voz através do tempocom participação do dos Coros da Unesp de Franca e Jaboticabal, em conjunto com a Orquestra Acadêmica Jovem e o Coro Jovem Acadêmico, no Theatro Pedro II, de Ribeirão Preto/SP, Brasil.


A ALMA é realizada pelo ProAC – Programa de Ação Cultural (lei no. 12.268/06)
Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado de São Paulo, via Renúncia Fiscal de ICMS.

PATROCINADORES:
Usina Alta Mogiana
A Usina Alta Mogiana possui capacidade instalada para a moagem de mais de 6.000.000 toneladas de cana, a produção de cerca de 10.500.000 sacas de açúcar, mais de 180.000.000 litros de etanol e energia cogerada de 144.200 Mwh. É, atualmente, a maior empregadora de São Joaquim da Barra e sua microrregião.

A empresa acredita que a cultura é energia para a vida. Por isso, contribui ativamente com o desenvolvimento da sociedade, por meio de parcerias que tornam a arte e a educação mais próxima dos cidadãos. A postura escolhida promove, na prática, a oportunidade do conhecimento através do acesso à cultura e as artes, enaltecendo a educação.

Santa Helena
A Santa Helena é a maior indústria do segmento de doces e confeitos à base de amendoim do Brasil, com 73 anos de história e está sediada em Ribeirão Preto (SP). Sua liderança de mercado deve-se, em parte, ao máximo zelo com a matéria-prima utilizada em sua produção.

A empresa detém o selo de qualidade Pró-Amendoim, da ABICAB (Associação Brasileira das Indústrias de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), que atesta a boa procedência, o excelente armazenamento e a qualidade de todos os produtos fabricados pela Santa Helena. As análises dos produtos são realizadas pela SGS do Brasil, empresa suíça de renome internacional, contratada pela ABICAB para emitir a certificação do Pró-Amendoim. 

A história de sucesso da Santa Helena é permeada por valores como perseverança e criatividade, com marcas como Paçoquita e Mendorato, que se firmaram como sinônimos de paçoca e amendoim tipo japonês no Brasil.


Defendendo uma maior interação entre as empresas e a sociedade, a Santa Helena, apoia projetos sociais, culturais e ambientais. São diversos incentivos realizados através de leis que fomentam a educação, a arte, saúde e o meio ambiente.